Nasci em
Lisboa em 1966.
A minha primeira religião foi o mar. Anos de devoção e refúgio nas ondas.
Aos 24 anos dou por mim com tudo, sentindo que não tinha porquê para nada e, embora numa ilha, longe do mar. Ainda bem. Foi o início da procura de sentido, a minha segunda religião.
Começou pelo yoga, mas o que mais me tocou foi o professor. Percebi que conhecia algo que eu andava à procura - um caminho de verdade - o dharma do Budha. Com ele aprendi o suficiente para começar. Na almofada de meditação descobri o alívio de afinal pouco precisar.
Seguiram-se retiros, solitários, roturas, vida comunitária, novas amizades - um novo caminho - outros mestres, o mesmo dharma.
Depois de um período de imersão intensa senti que precisava respirar outros ares. Achando que a solidão das montanhas chamava-me - parti. Pelo caminho encontrei-me aos 33 anos de volta neste jardim à beira mar plantado - fiquei, amei, nasceu uma família - cresci. Por cá também encontrei o dharma, outros mestres, estes vindo das montanhas, as mais altas - do Tibete. Deste encontro surgiu um convite, abriu-se um caminho rumo à Àsia. Parti - Nepal, Birmânia, Sri Lanka e Índia - desta vez com família. Precisava ver/sentir o dharma do Budha mais próximo da sua terra natal.
Viajar por vezes revela-nos de onde vimos. Reconhecendo que já tínhamos raízes plantadas em solo fértil, voltamos ao nosso jardim à beira mar com vontade de crescer por cá. Não estamos sós, há outros com vontade de crescer. Retomam-se os cursos, práticas, retiros, amigos - sangha - comunidade. Sabe bem trabalhar com a terra de onde se nasceu.
A minha primeira religião foi o mar. Anos de devoção e refúgio nas ondas.
Aos 24 anos dou por mim com tudo, sentindo que não tinha porquê para nada e, embora numa ilha, longe do mar. Ainda bem. Foi o início da procura de sentido, a minha segunda religião.
Começou pelo yoga, mas o que mais me tocou foi o professor. Percebi que conhecia algo que eu andava à procura - um caminho de verdade - o dharma do Budha. Com ele aprendi o suficiente para começar. Na almofada de meditação descobri o alívio de afinal pouco precisar.
Seguiram-se retiros, solitários, roturas, vida comunitária, novas amizades - um novo caminho - outros mestres, o mesmo dharma.
Depois de um período de imersão intensa senti que precisava respirar outros ares. Achando que a solidão das montanhas chamava-me - parti. Pelo caminho encontrei-me aos 33 anos de volta neste jardim à beira mar plantado - fiquei, amei, nasceu uma família - cresci. Por cá também encontrei o dharma, outros mestres, estes vindo das montanhas, as mais altas - do Tibete. Deste encontro surgiu um convite, abriu-se um caminho rumo à Àsia. Parti - Nepal, Birmânia, Sri Lanka e Índia - desta vez com família. Precisava ver/sentir o dharma do Budha mais próximo da sua terra natal.
Viajar por vezes revela-nos de onde vimos. Reconhecendo que já tínhamos raízes plantadas em solo fértil, voltamos ao nosso jardim à beira mar com vontade de crescer por cá. Não estamos sós, há outros com vontade de crescer. Retomam-se os cursos, práticas, retiros, amigos - sangha - comunidade. Sabe bem trabalhar com a terra de onde se nasceu.